quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mulher Fruta

Queria saber porque os homens viram para olhar uma mulher, nem sempre tão bonita, passar na rua. Parece que eles estão olhando um pedaço de carne na churrascaria. Dá medo. Sempre observo isso na rua. Mas observo também que as mulheres não fazem isso, mesmo que o cara seja o Rodrigo Santoro. Porque os homens agem desta forma?

Nós somos muito mais que um belo corpo. Mas o pior é que tem mulher que gosta de ser vista como um pedaço de carne, de fruta. Haja vista a quantidade de mulher fruta que aparece em cada esquina.

Quando é que a mulher vai entender que ela é mais do que isso? Que ela pode e deve ser adimirada pelo que pensa, pelo que sente e passar a investir mais nisso! Ao invés de passar cinco, dez horas dentro de uma academia. Porque depois não adianta reclamar que o cara a trocou por outra. Foi apenas uma troca de mercadoria.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Hora do soninho

O que você faz quando bate aquele soninho no meio do expediente? Além do óbvio cafezinho, tem alguma outra idéia?

Tenho sim.

Qual?

Dormir

Dormir? Como assim?

Ué, como se dorme? Fechando os olhos e dormindo.

Mas no trabalho? No meio do expediente?

É!

Mas como? O chefe vai ver!

O chefe por acaso vai ao banheiro com você?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dias nublados

Cariocas não gostam de dias nublados. E não gostam mesmo. Eu não gosto. Quero sol, muito sol. Gosto da vida ensolarada, iluminada, alegre, feliz. Dias nublados escondem a beleza da vida. O verde não fica tão verde. O azul não é azul. Até o humor das pessoas muda.

Em dias ensolarados todos parecem sorrir mais. Em dias nublados? Vejo uma nuvenzinha em cima da testa de cada um. Parece algo automático. Talvez poucos percebam isso. Mas acontece.

Carioca gosta de sol, de praia, de vida. Dizem até que trabalham menos. Não é verdade. Trabalham igual, ou mais. A diferença é que sabem aproveitar também da beleza que é viver em uma cidade maravilhosa, tão maravilhosa que será até de sede das Olimpíadas.

Olimpíada tem tudo a ver com o Rio de Janeiro. É um evento alto-astral, um evento para dias com sol. Pena que em meio a tudo isso há a pobreza, miséria, sujeira, violência e a falta de educação de certos moradores e políticos. Moradores que insistem em avançar o sinal, jogar lixo pela janela do carro (importado, diga-se de passagem). Políticos que mais parecem ter saído de programa humorístico. Esses sim são nuvens daquelas que produzem muita trovoada. E não são passageiros... Infelizmente...

Mas tudo bem. Apesar de seus dias nublados esta é mesmo uma cidade maravilhosa.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mitos não morrem

Ontem quando começaram a sair as primeiras notícias que o astro pop Michael Jackson havia morrido foi uma comoção. O que mais eu escutava era: “Não acredito que ele morreu. Morreu mesmo?” O mesmo aconteceu com Ayrton Senna em 1995. É assim que reagimos diante da morte de um mito. Para nós, eles estão acima do bem e do mal. Estão acima até da morte.

Michael Jackson marcou a minha infância. Lembro-me até hoje da primeira vez que assisti ao clipe de “Thriller” na televisão. Fiquei tão impressionada que quase não dormi de noite. E olha que a TV não era de 42 polegadas e a transmissão não era em alta definição. E como não lembrar também de “Bad”, “Billy Jean”. Recordo-me também que, assim como eu, todas as crianças da minha idade queriam imitar o famoso “passo” do cantor. Aquele passo de dança em que ele parece estar andando para frente, mas na verdade anda para trás, e que ficou conhecido como moonwalk. Algo que só parecia possível a um mito fazer. Um passo imitado até hoje. E aquela jaqueta vermelha? Todos os meninos queriam uma.

Não há dúvida que para mim, como para toda uma geração Michael Jackson representa um mito. Diante de tanta genialidade e excentricidade, ele era mesmo quase um ser mitológico. Alguém difícil de acreditar que existia. Mas as suas fantásticas obras musicais são a prova viva não só de que ele existiu, mas como foi alguém genial e incomum.

Como dizem que mitos não morrem – e talvez venha daí aquela velha história de que Elvis não morreu - para mim, quem morreu em 25 de junho de 2009 não foi o mito que marcou minha infância. Quem morreu foi Michael Joseph Jackson, um ser-humano como nós, com uma história de vida conturbada, cheia de polêmicas, tristezas e algumas alegrias. Quem morreu foi um homem aos 50 anos de idade que sofria de inúmeros problemas emocionais e físicos. Um ser-humano que fechou mais um capítulo da história da sua vida. A nós, nos resta desejar que ele encontre a Paz.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A liberdade de ser livre

Ser livre para fazer tudo aquilo que se quer, que se deseja, é um sonho de consumo. Mas que não se pode comprar. A liberdade é uma conquista. E conquista exige empenho, perseverança, trabalho. Mas, pensando bem, é até melhor que seja assim. Ela fica com mais sabor, dá mais vontade de tê-la. Isso nos faz valorizá-la ainda mais. Se a pudéssemos comprar talvez ela ficasse esquecida no fundo de algum armário ou empoeirada dentro de alguma gaveta.

É inegável a alegria e o bem-estar que sentimos quando somos livres. Quando podemos sentir o vento, a onda do mar, o calor, o sol, o frio. Quando podemos sentir tudo, quando nos permitimos sentir tudo. Sem nenhuma censura. É dessa liberdade que falo. Da liberdade de ser.

A liberdade é um direito nosso. Não devemos nunca em nome de nada e nem de ninguém abrir mão disso. Não devemos colocá-la em dúvida. Não devemos jamais deixar de exerce-la. Ser livre é o melhor da vida. Ser livre é ter posse de si mesmo.
Podemos ser e vir a ser tudo aquilo que desejamos. E não precisamos ter nada para conseguir isso. Nem dinheiro, nem cartão de crédito. Basta que queiramos ser. Basta a nossa vontade. A liberdade é tão fantástica que nos concede a liberdade de sermos livres. Ou não. A escolha é nossa. Sempre.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uma profissão diferente

Ela chegou apressada no consultório médico. Encostou-se à bancada e foi logo entregando a carteirinha do plano de saúde. A recepcionista perguntou:
- Primeira vez?
Ela disse:
- Sim.
- Então a senhora preenche essa ficha.
E quando ela estava preenchendo sorriu e disse:
- Eu adoro isso.
- A senhora adora o que?
- Preencher minha profissão.
Quando a recepcionista pegou a ficha e leu, fez uma cara estranha. E uma mocinha que estava do lado ouvindo a conversa e leu a ficha disse:
- Mas a senhora colocou aqui que a sua profissão é mãe! Eu achei que a senhora ia colocar que era diretora dessas empresas de nome importante...
- Não. Eu sou mãe e com muito orgulho.
- Ora. A senhora me desculpa... Mas isso toda mulher que tem filho é.
- Nem sempre, minha filha.
- Como assim nem sempre?
- É que tem mulher que sai para trabalhar e quem leva o filho na creche é a babá.
- E daí?
- E daí que quem busca o filho na creche também é a babá.
- E daí?
- E daí que quem coloca o filho para dormir...
- Já sei, já sei... É a babá!
- Pois é.
- Mas qual o problema da mãe ter babá?
- O problema? O problema é quando a primeira palavra do filho é o nome da babá.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Registros de um abraço


Tudo cabe em um abraço.
E um abraço cabe em tudo.
Abraço conforta, acolhe.
É difícil saber se é melhor abraçar ou ser abraçado.
Mas quando abraçamos não somos abraçados?
E quando somos abraçados não abraçamos?
Nem sempre. Há quem não saiba a delícia que é um abraço. Mesmo quando recebe um.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

O muro

Faz um tempão que não escrevo por aqui. Digo por aqui pois andei exercitando a minha escrita de outro modo. Através do pensamento, do diálogo. Parece papo de maluco mas não é não. Bom, o que importa é que estou de volta! E queria falar sobre um tema que tem muito me incomodado. O tal muro. Não é o de Berlim nem da China. É aqui do Brasil mesmo. Fico me perguntando se as pessoas que defendem tal coisa tem uma pálida noção do que estão fazendo. Certamente que não. Muro nunca foi solução para nada. Educação sim. Mas essa, dizem, é utopia. Será? Se não investirmos em educação vamos investir em que? Muros? Poderia falar horas aqui sobre isso, mas tem gente que já colocou isso muito bem. Vale a pena ler o texto do antropólogo Roberto DaMatta e refletir. Refletir sobre quem somos e o que estamos fazendo com a construção de muros em uma cidade que um dia foi maravilhosa. http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/post.asp?cod_post=177524&cx=0

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quem deve ser eliminado: Ana ou Josi?

Ana? Hã? Josi? Quem? Não faço idéia. Estou sem tempo. Ando muito envolvida com o reality show que começa de manhã quando acordo e me arrumo para sair, para ir ao banco, para ir ao supermercado. E continua durante toda a semana, 24 horas no ar. A empregada falta, a síndica aparece com um problema. A mãe liga. A vizinha chora no corredor. O engarrafamento infernal que me impede de chegar no horário em qualquer compromisso. Porque quanto mais cedo você sai de casa, parece que mais trânsito encontra pela frente e acaba chegando atrasada do mesmo jeito. Não tem saída. E se resolve pegar o metrô, pode ser pior. Acredite. Você acaba indo em pé com um empurra-empurra extremamente desagradável nesse calor senegalês.

Mas tenho que confessar que mesmo sem conhecer a tal Ana, fiquei preocupada com a moça. Pois me contaram que a tal sister é branca e tem olhos azuis... Então é melhor se cuidar, pensei. Tem gente importante que certamente quer eliminá-la.

No vale-tudo do faz-de-conta que eu sou legal, brothers and sisters (não, não é a excelente série do Universal Channel) fazem de tudo, t-u-d-o, para conquistar o tão sonhado um milhão de reais. Até mesmo fingir o que não são para angariar votos. Falam o que o povo quer ouvir. Fazem falsas promessas e juras de amor. Pelo dinheiro, vale-tudo. Ouvi dizer que algo similar acontece em Brasília. E olha o que o “prêmio” é bem mais interessante que apenas um milhão de reais e por lá não tem paredão. Não é o paraíso?

domingo, 15 de março de 2009

Cena de cinema

Fui assistir neste final de semana ao premiadíssimo "Quem quer ser um milionário?". O filme é bom, isso ninguém de fato pode negar. Tem uma linguagem dinâmica que prende nossa atenção do início ao fim ao longo de suas quase duas horas. Ficamos na torcida pelo menino, nos emocionamos com sua história de vida que, a propósito, não é muito diferente daquela de inúmeros meninos brasileiros. Mas uma cena em especial me chamou muita atenção.

Um casal relativamente jovem, por volta dos 30 anos, levantou de suas poltronas assim que as luzes se acenderam e foi caminhando em direção a saída. Na tela ainda subiam os letreiros em meio a uma animada dança com muita música indiana. Mas o casal nem se deu conta. Apenas saiu de mãos dadas. Até aí ok, cena normal em qualquer lugar, em qualquer canto do planeta. Mas o que me chamou a atenção foi o fato do tal rapaz sair carregando a bolsa da moça. Juro que não consigo entender isso... E é uma cena que sempre se repete quando vou ao cinema.

Confesso que sempre que um namorado ou ficante (desculpe mas não sei como se diz hoje, na minha época era ficante) se oferecia para carregar a minha bolsa eu já olhava meio de lado e começava a pensar em maneiras de dispensá-lo. Podia até ser o Brad Pitt ou Rodrigo Santoro. Não me importa. Carregar o meu infinito particular?? Jamais!!!!!