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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um breve pensar sobre a felicidade

Será que um dia conseguiremos ser felizes?
Sem precisar de remédios, objetos ou situações?

É uma busca árdua, incessante, diária. Muitas vezes sentimos vontade de desistir por achar impossível alcançá-la. Mas em seguida recobramos a lucidez e entendemos que a felicidade é sim possível. E que só depende de nós.

Talvez seja essa nossa maior angústia. Saber que a felicidade depende de nós.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Resoluções de Ano Novo

Em 2010 quero ler mais. Mas antes preciso terminar de ler um livro que comprei em 2004. Calma. Não sou tão marcha lenta assim. É que comprei um livro escrito em espanhol que fala sobre filosofia e tem mais de 300 páginas. Claro que já comecei a ler umas 30 vezes e sempre paro lá pelo capítulo III. Já quase decorei as primeiras páginas. Mas esse ano vou perseverar e finalmente terminar de ler!

Aliás, esse ano quero fazer muitas coisas! E todas elas com um único objetivo: ser feliz! No Facebook está circulando um aplicativo sobre o que vai acontecer em 2010. Claro que não é nada sério, nada científico. Mas, curiosa que sou, cliquei e... saiu uma nova vida! Não sei se isso é bom ou ruim. Mas pelo menos significa mudança! E é isso que estou buscando. Por muito tempo eu tive pavor de mudanças... Hoje eu não vivo sem uma! A vida não tem a menor graça se nós não nos permitimos viver. E não há a menor possibilidade de viver sem experimentar qualquer mudança. É com ela que crescemos, aprendemos. A vida é dinâmica. E essa é a sua beleza. Há sempre uma possibilidade, não importa a idade, de fazer algo diferente.

Confesso a vocês que diante de tragédias como estas que aconteceram em Angra e Ilha Grande, tragédias onde morrem tantas pessoas de modo repentino, penso em como não temos o menor controle sobre a vida. Não importa quanto dinheiro tenhamos acumulado em nossa conta bancária. Por isso, temos que aprender a valorizar a vida. Temos que ser sábios e apreciá-la a cada segundo. É importante que vivamos plenamente e integralmente cada instante, dando um pouco mais de atenção ao que verdadeiramente importa. Buscando sempre ser feliz. Muito feliz. Citando Mario Quintana: “(....) não deixe de fazer algo que gosta devido a falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais...”

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A crise da felicidade

Estava lendo o blog de uma querida amiga, um dos que recomendo (http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite), quando um parágrafo me fez parar a leitura no meio. O que me chamou atenção foi quando ela disse que vendia suas horas por dinheiro. Parei alguns minutos sobre essas palavras e concluí que é a mais pura verdade. Vendemos mesmo as nossas horas. E por qual preço? O da nossa felicidade.

E essa venda inclui pacote completo. Junto com ela se vão os nossos sonhos, desejos e prazeres. E tudo isso para que? Acho que ninguém sabe a resposta direito. Estamos apenas repetindo padrões de comportamento que são aceitos e legitimados como certo. Em parte para sermos aceitos, para termos a sensação de pertencimento ao grupo. Falta total de identidade nossa com nosso próprio eu. O problema é que acabamos nos sujeitando a chefes e a empregos que absolutamente não nos pertencem! Médicos que queriam ser chefes de cozinha, engenheiros que queriam ser professores, publicitários que queriam ser escritores. Todos frustrados.

Já se perguntaram por que temos sempre que ser aquilo que os outros querem? Porque fazer o que esperam que façamos? Sermos nós mesmos nos dias de hoje não está fácil. A verdade é que bancar o nosso Eu é tarefa árdua. Muitos acabam dizendo que somos loucos, inconseqüentes ou irresponsáveis simplesmente porque escolhemos ser feliz! Simplesmente porque escolhemos ver a vida de modo mais leve, sermos mais simples. Escolhermos ser diferentes, quebrar padrões, detonar paradigmas. Enquanto aqueles que buscam mais, que vivem em torno de sucessos passageiros, carros novos e capas de revista são considerados não apenas “normais”, mas, principalmente, vencedores.

Ser feliz é uma escolha. Uma escolha do que fazemos com o nosso tempo, com as nossas horas. E é por isso que eu digo: está infeliz??? Mude sua vida!! Ouse! Tenha coragem! Faça novas escolhas! Busque algo que te faça se sentir melhor, mais alegre! Ah.. Mas tem a "crise internacional"!! Crise? Que crise?? A única crise verdadeira que eu conheço é aquela de quem não consegue ser feliz.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Porque o sapo tem que virar príncipe?

Conto de fadas não existe, mas ainda tem gente que acredita no encontro mágico com seu príncipe encantado. E como nunca encontram o Sr Perfeição, quando se deparam com a realidade do sapo, querem a todo custo transformá-lo em príncipe! Gente, sapos são muito mais divertidos, alegres, diferentes... São lindos na sua imperfeição, na sua singularidade. Príncipes podem ser chatos, frescos, metrossexuais. Desculpem-me, mas homem que disputa espelho comigo simplesmente não dá! E quando começa a te indicar dermatologista? Socorro! Homem tem que ser gentil e sensível, claro, mas tem que ser homem.

A verdade é que penso que a vida tem mais colorido e fica bem mais interessante quando não é padronizada. Abaixo a pasteurização! Viva a diferença! Aproveite esse ano novo para curtir seu sapo e ser muito, muito feliz! E para você que anda perdendo tempo procurando por príncipes ou, pior ainda, fazendo o coitado do seu sapo sofrer para virar um... larga disso! Você está perdendo o melhor da vida. A perfeição é chata porque é impossível. Ninguém é perfeito. Nem o tal encantado... É por isso que eu sou fã de carteirinha do ogro mais fofo do pedaço. Viva a Era Shrek! Ou vai me dizer que você prefere aquele bossal loirinho do Prince Charming? Fiona sabe das coisas! Quem não está entendendo nada do que eu estou falando, por favor, assista Shrek. Imperdível. Trilogia nota dez.

O ano está apenas começando. Vamos lá! Vamos aproveitar para abandonar de vez esse ideal fictício de príncipes perfeitos que vem nos salvar em um cavalo branco e curtir mais a beleza da imperfeição do sapo nosso de cada dia. Seremos sem dúvida mais felizes. Pois vamos descobrir que sapos não precisam virar príncipes. Eles já são. De um jeito diferente, mais honesto, mais real. E, portanto, muito melhor.